Depois de tanta luta, 30 anos longe do autódromo

Como já foi dito, sem clima para viver em Cascavel, em 1974 meu pai encerrou, de forma prematura e abrupta, o seu trabalho à frente do autódromo. Retirou-se, desmontou seu carro de corridas e passou a cuidar das empresas. A partir daí, o autódromo caiu numa vala comum e ficou décadas sem um centavo de investimento. Com o racha da S.A., o autódromo passou a ser administrado informalmente pelo Automóvel Clube. Por incrível que possa parecer, meu pai somente voltou a pisar lá 30 anos depois. Mesmo se sentindo traído por pessoas que ele tinha a mais alta consideração, encontrou forças para seguir em frente e passou a dedicar-se, integralmente, aos negócios. Por sua dedicação, transformou a Retificadora Beux na maior retífica do Oeste do Paraná.

Em 1977, durante um passeio na fazenda de amigos em Amambai, no Centro-Oeste do Mato Grosso do Sul, ele se interessou por uma área naquela região. Comprou e fez dela uma bela fazenda onde criava gado de corte. Pegou tanto gosto pela pecuária que adquiriu outras áreas na mesma localidade.

No início dos anos 1980, cinco anos depois de sua retirada solitária das pistas e do autódromo, decidiu fundar a Distribuidora Beux de Motores e Peças Ltda e a família passou a atuar no mercado de distribuição de autopeças.

O sucesso no empreendimento foi tão grande que nos anos seguintes foram abertas sete filiais no Estado. Em 1983, foi a vez de sair do Paraná e se instalar em Cuiabá, capital Mato Grosso (MT). Ao todo, foram 13 filiais, sendo uma das 10 maiores distribuidoras atacadistas de peças do Brasil à época. Ao longo de 30 anos, morou nos dois estados. Porém, passava mais tempo no Mato Grosso do Sul do que em Cascavel. Quando vinha para cá, costumava ficar mais em casa. Não tinha vida social.